quinta-feira, 3 de março de 2016

Filosofia e Direito em prol da mulher brasileira.

As imprecisões encontradas para uma exata releitura histórica não podem fazer com que a atividade filosófica e jurídica, desvie o olhar desta abominável realidade que é a exploração da mulher. Desde os primórdios da humanidade, repousa sobre os ombros da mulher o insuportável papel de culpada. Assim, surgem vários esforços para apresentar a mulher como origem dos males presentes na sociedade. A questão é: De que culpar a mulher? Da sua competência, avidez e empreendedorismo que a faz ocupar altos cargos remunerados abaixo do esperado? Da sua feminilidade que a degenera em objeto de exploração nas suas variadas expressões, sentimental, sexual, trabalhista e doméstica?
As mulheres mortas nas fábricas europeias, asiáticas ou de quaisquer nacionalidades, recordam as mulheres indígenas e africanas, dizimadas neste chão em meados do século XVI. A reconstrução da identidade feminina brasileira suscita uma história da injustiça, que legitimou e silenciou o grito de tantas mulheres vitimadas por uma civilização opressora, que as enxergou como coisa e bem pouco como pessoa. Os filhos que os senhores da civilização geraram sem o consentimento das mulheres brasileiras, foram amamentados pela exclusão que os separou de uma gama de bens que sempre foram incomuns, enquanto distanciados do coletivo e por isso, alienados da sua finalidade social.
No êxtase da busca do Ser, a filosofia parece ter tomado distâncias da polis refugiando-se nas casas suntuosas dos senhores da civilização. Criando uma barreira entre imanência e transcendência, a filosofia pouco se ocupou deste valor filosófico, jurídico e ético que é o alter, todo e qualquer, mas, sobretudo aquele tolhido nas suas expectativas, ceifado na sua busca de justiça. O direito, mesmo diante dos esforços dos seus operadores, abriu mão da sua missão social. Aplicado para atender os interesses particulares de uma casta, de uma família desejosa de ampliar suas posses mesmo que ilicitamente, o direito nem sempre gerou equidade, mas ao contrário, maximizou fortes desigualdades que feriram gravemente a mulher brasileira.
Dez anos após a elaboração da Lei Maria da Penha notam-se os avanços e conquistas que visam proteger a mulher brasileira, educada a ser agredida, a aceitar os massacres de parentes e familiares que deveriam ser os responsáveis pela sua proteção. Só não podemos pensar que tudo está pronto. Muito foi feito e muito resta a fazer. Ao abordar este assunto fui surpreendido por um aluno: “Professor! As mulheres estão dominando. Não vê que a nossa sala está repleta de mulheres?”. Sem dúvida foi muito bom que isto tenha acontecido. Ainda estamos distantes da polis que queremos, mas já temos uma cidade menos desigual.
A mulher brasileira foi educada a relevar, a abrir mão de si mesma, a colocar-se no último lugar na esperança de que as feridas irão passar. O que seria o doce lar degenerou num espaço de horrores, mantido em sigilo por tantos motivos e até em benefício dos filhos. A mulher brasileira foi educada ao sacrifício de si mesma, pois a civilização opressora ensinou que custe o que custar: a família deve está em primeiro lugar. A filosofia e a atividade jurídica possuem uma dívida com a mulher brasileira. Coisificada, furtada na sua dignidade, a mulher brasileira encontrará ainda mais o seu lugar na sociedade através de uma educação filosófica e emancipadora que rejeita os pesos socioculturais que lhe foram impostos e ainda através dos instrumentos jurídicos que amplificam o grito de tantas mulheres educadas a não terem voz e nem vez.

70 comentários:

  1. Alejandro Wolfferson - 4°IALM-V

    Tão velha quanto a filosofia é a necessidade de reprimir as mulheres. Vemos isso seja através do relato bíblico da queda do homem no Éden, fato que fez com que a Igreja por julgasse as mulheres como portal do mal por milhares de anos. O mesmo também pode ser visto na mitologia clássica, quando novamente a mulher é posta no papel de portadora do mal, na estória de Pandora.
    Contudo, mesmo possuindo esse papel de algoz, durante todo o tempo é a mulher que é vítima dos costumes enraizados na sociedade. Por exemplo, uma sociedade que paga pessoas com salários menores pelo simples fatos de serem mulheres, bem essa não é uma sociedade justa. E é ao se deparar com dados como esses, bem como com as altíssimas taxas de abusos, assassinatos e violência contra as mulheres em outras esferas que nós questionamos se realmente é possível construir uma sociedade justa e igualitária.
    Hoje em dia somos obrigados a ouvir parlamentares dizerem que feminismo é ilusão, dizer para uma colega de trabalho que ela não sequer digna de ser abusada, além de vários outros absurdos que nem merecem ser reproduzidos. E se, pelo menos em tese, os governantes são representantes de um povo, então o que podemos dizer de nossa sociedade? Estamos diariamente dando socos na cara dos direitos humanos, fazendo brechas em nossas leis para favorecer aos algozes e assim perpetuar a mágoa dos Adões para com as Evas.

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  2. Beatriz Suellen Dantas dos Santos - 4º IALM-V

    A mulher brasileira como todas no presente mundo sofrem de preconceitos diversos. Muitas delas são reprimidas por serem mulheres. Antigamente o mundo as enxergava como a dona de casa, a que cuida das crianças, faz a comida, praticamente faziam da mulher uma empregada, que ali não poderia nem se quer reclamar. E hoje um pouco diferente disso, mas não tão diferente.
    A mulher lutou, buscou seu lugar nesse mundo de homens líderes. Esses, como a sociedade, que não valorizam estas mulheres que tanto lutam não só por elas, mas pelo mundo. Uma casa não seria organizada sem ela, a roupa do homem e dos filhos não estaria limpa, nem comida pronta quando quer, teria. Mas além dos preconceitos elas sofrem com as agressões frequentes, tanto agressões físicas quanto as morais. Já foram alcançados muitos estágios da vez da mulher no mundo, mas ainda há muito o que conquistar, mulher não para e nem vai parar onde esta , vai buscar mais e ser vista mais nesse mundo com uma ideia única e cômoda de viver. Elas querem mais e elas vão conseguir mais. Deixar de sempre ser a “é mulher” não prezada e injustiçada pela sociedade, de ser esquecida por si mesma. Mulher precisa ser mulher, de uma sociedade mais justa e precisa viver.

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  3. ANTÔNIA GABRIELA – 4o IALM-V


    É de Simone de Beauvoir, uma das principais frases do movimento feminista: “Não se nasce mulher, torna-se mulher.” A mulher não tem uma sina biológica, ela é moldada por uma sociedade perversa, intolerante e hostil. Os números no Brasil são aterrorizantes. A cada cinco minutos, uma mulher é agredida no país. Em cerca de 70% dos casos, quem agride é o marido ou namorado, de acordo com relatório do Ministério da Justiça de 2012.
    A mulher brasileira há muito luta, com o propósito de conquistar a igualdade de gênero, por vezes, de forma anônima, mas em sua maioria realizando passeatas, manifestações e fundando movimentos. Apesar das conquistas alcançadas, é irrefutável a necessidade de persistência, tendo em vista que, segundo a PNAD - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, de 2007, a equiparação de salários só deve acontecer daqui a 87 anos, para mulheres e homens que executam as mesmas funções.
    Apesar das leis civis, constitucionais e trabalhistas serem voltadas para a proteção dos direitos da mulher, é visível na prática que, embora haja todo este aparato legal, a mulher não tem seus direitos acatados. Barreiras culturais e sociais permanecem mais vigentes que leis, e até mesmo que a própria empatia humana.

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  4. Fernanda Mylla - 4ºIAL-V

    Assim como os escravos, as mulheres também inciaram sua luta para que seus direitos fossem conquistados. O direito de votar foi uma das primeiras reivindicações, tendo a Nova Zelândia como o primeiro país a conceder o direito ao sufrágio feminino no século XIX. A partir disso varias lutas foram travadas e conquistas pelas mulheres, como: Direito de se candidatar; trabalhar fora de casa; estudar. Contudo, sabemos que ainda há uma loga jornada pela frente. Entres elas, o direito de ganhar o mesmo que um homem ganha, tendo os dois a mesma função. A boa notícia é que o avanço apesar de árduo tem sido grande e a mulher ocupa cada vez mais um papel de destaque na sociedade, conquistando dia após dia direitos que já deveriam ser seus. Além disso, não perde o belíssimo dom de ser uma ótima mãe, uma ótima mulher, uma ótima filha, uma ótima esposa, uma ótima dona de casa, entre outras coisas.

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  6. história da maioria das nações recrimina a mulher ou a coloca em um patamar distante do merecido por elas. A custo, a ascensão no mercado de trabalho e o direito sobre o próprio corpo foi conquistado, mas o preconceito está incutido na consciência de todos, mesmo após tantos anos de lutas. Mulheres ainda têm que tomar cuidado ao sair tarde da noite, ao vestir determinada roupa e ao se portar de determinada forma. É maioria nas universidades, mas ainda ganha menos que o homem em um mesmo cargo. A mulher recebe um cargo muito pesado desde sua infância. Logo cedo, é destinada ao trabalho doméstico pesado. Quando opta pelo casamento e trabalho, é julgada e pressionada para cuidar do marido e filhos incansavelmente e ainda, assim, ser bem sucedida. A filosofia pode ser uma arma para confrontar essa situação. Da mesma forma que influenciou a submissão da mulher no passado, pode mudar as mentes da atualidade, auxiliando no processo de aceitação da mulher como ser que merece respeito e que não precisa "dar-se o respeito".

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  7. Leilany Kamily Diniz Barboza - 4º IALM-V

    É notório em todo planeta, o quão milhares de mulheres são massacradas por serem mulheres. É notório que desde os primórdios da sociedade,mães,esposas, filhas, amigas,são opromidas, por tentarem se impor com igualdade perante toda uma sociedade machista e preconceituosa, de supremacia masculina, com liberdade e dereitos restritos e anulados. Sempre vinculada ao pudor e meramente vista como um ser que tinha o dever de conceber a vida. Sem o direito de se fazer mais que isso.
    O que podemos evidenciar atualmente é que conseguimos consquistar o poder da voz, sim, o ato de gritar, de falar, de defender todos os nossos direitos, defender um grito feroz de igualdade, de respeito e de reconhecimento.
    Podemos dizer então, que o sangue derramado de todas as nossas irmãs em varias vertiges do tempo não se fez em vão. Porem, o que é feito ainda torna-se pouco diante de tanta injustiça, de tanto se relevar. É de crucial importância que a luta seja continuada, que não seja menosprezada, pois a mesma é digna e necessária.

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  8. Aryanne Araujo - 4°IALM-V

    A filosofia sempre foi vista como uma disciplina libertadora, ela supostamente iria ascender qualquer pessoa que tivesse conhecimento sobre ela, iriamos entender a nós mesmos como humano, e também iriamos nos libertar das prisões do não conhecimento. A questão é que como a maioria das coisas feitas até o seculo passado, a filosofia claramente não foi feita para mulheres.
    Vemos vários filósofos que discutem questões unilaterais e sem distinção de gênero, mas vemos também a cegueira que eles tanto acusam para com os assuntos feministas.
    Aparentemente era mais importante falar sobre politica, economia, religião, entre outras coisas, do que falar sobre a submissão da mulher diante a cultura ocidental.
    Entretanto, isso já é passado, não podemos negar que sim, a filosofia ainda pode ser uma grande ferramenta de libertação das mulheres e portanto deve ser bem usada por elas.
    Mais uma vez se põe o principal problema em todo o quesito de inferioridade da mulher. Mais uma vez, o primeiro passo tem que ser pôr discussões sobre a mulher em pauta. Somente com esse passo inicial, iremos iniciar uma grande revolução e trazer cada dia mais, a tão sonhada igualdade de gênero.

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  9. Ingridy Lorena- 4° IALM-V
    Mesmo vivendo em um mundo globalizado, onde cada vez mais se presa a igualdade entre os gêneros, o preconceito referente as mulheres ainda é evidente na nossa sociedade. Denominadas como sexo frágil, elas enfrentam as diversas discriminações e as barreiras impostas por um mercado de trabalho ainda preconceituoso. Precisam equilibrar com maestria os afazeres femininos, como cuidar de casa e da família, com a carreira profissional, e mesmo tendo o mesmo desempenho dos homens, a remuneração nem sempre é igual. Desde a colonização do Brasil, o papel da mulher brasileira percorre por funções às vezes exóticas e desumanas e até o século XVII, só se reconhecia um modelo de sexo: o masculino. Entretanto, a mulher do século XXI vem se mostrando determinada a mudar preconceitos antigos que ainda são presentes na nossa sociedade. Das 97 milhões de pessoas acima de 16 anos presentes no mercado de trabalho em 2008, cerca de 42,5 milhões (43,7% do total) eram de mulheres, além de serem maioria nas escolas e nas universidades. Porém, mesmo provando que são capazes, as mulheres ainda precisam percorrer um longo caminho até conseguirem usufruir de todas as conquistas de forma mais leve, sem culpas e desconfortos, pois a realidade só começou a mudar muito recentemente.

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  10. Aynara Beatriz - 4° IALM-V

    Segundo o Aurélio, submisso significa:"s.f. Ação ou efeito de submeter ou de se submeter; subordinação.
    Pej. Excesso de humildade; servilismo." A mulher desde o primórdio, é vista como e tida como tal, mas há explicações para isso.
    A mulher tem a essência de levar as pessoas ao seu redor, do céu ao inferno, através de seus gestos, de sua vestes, de seu comportamento. Alguns levam sua linha de raciocínio ligando tais comportamentos e vestuarias a submissão; mas de qual forma? O homem acredita que pelo modo de se vestir, ou seu nível de estudo, ou o seu modo de falar, dão a permissão de trata-la como alguem que é submisso. A maioria das vezes o homem trata a mulher como um objeto, ele se vangloria em cima da mesma, tendo como princípio que o homem tem superioridade. Tudo isso ocorre nos âmbitos tanto sociais como profissionais.
    As mulheres por sua vez, devem ter em mente, que possuem o poder nas mãos, o poder no sentido de que levar ao céu ou ao inferno, é usar da sua inteligência para o bem e senso comum para alcançar os limites da vida, ultrapassa-los e utiliza-los e vê-los não como obstáculos, mas como impulsos para seguir e mostrar o quão sublime a figura feminina é; levando o que muitos pensam ser ordinário ao extraordinário.

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  11. Aynara Beatriz - 4° IALM-V

    Segundo o Aurélio, submisso significa:"s.f. Ação ou efeito de submeter ou de se submeter; subordinação.
    Pej. Excesso de humildade; servilismo." A mulher desde o primórdio, é vista como e tida como tal, mas há explicações para isso.
    A mulher tem a essência de levar as pessoas ao seu redor, do céu ao inferno, através de seus gestos, de sua vestes, de seu comportamento. Alguns levam sua linha de raciocínio ligando tais comportamentos e vestuarias a submissão; mas de qual forma? O homem acredita que pelo modo de se vestir, ou seu nível de estudo, ou o seu modo de falar, dão a permissão de trata-la como alguem que é submisso. A maioria das vezes o homem trata a mulher como um objeto, ele se vangloria em cima da mesma, tendo como princípio que o homem tem superioridade. Tudo isso ocorre nos âmbitos tanto sociais como profissionais.
    As mulheres por sua vez, devem ter em mente, que possuem o poder nas mãos, o poder no sentido de que levar ao céu ou ao inferno, é usar da sua inteligência para o bem e senso comum para alcançar os limites da vida, ultrapassa-los e utiliza-los e vê-los não como obstáculos, mas como impulsos para seguir e mostrar o quão sublime a figura feminina é; levando o que muitos pensam ser ordinário ao extraordinário.

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  13. Hisla Monique Santana Santos - 4° IALM-V

    Desde os primórdios as mulheres sempre foram dominadas por serem consideradas seres inferiores e tiveram seus atos, comportamentos e vida controlados por uma sociedade que tinha um pensamento denominado machista, negando direitos básicos como a sua liberdade. Tinham que trabalhar em casa, cuidar dos filhos e maridos, sem ousar fazer uma desobediência para não ser castigada com algum tipo de violência verbal ou física.
    Nos dias de hoje percebemos muitas diferenças em relação ao período patriarcal, porém muitas pessoas ainda persistem em continuar com essa visão que as mulheres são ¨sexo frágil¨ e não podem se igualar aos homens na sociedade. Um exemplo que podemos perceber hoje é a ocupação da mulher no mercado de trabalho tendo a mesma profissão e ganhando um salário muito menor que o do homem. Entretanto um dos fatores que ainda continua é a violência contra mulher, porém com um número menor do que antigamente, devido ser considerado crime perante a lei brasileira.
    A lei Maria da Penha, sancionada em 2006, foi um marco e avanço histórico no Brasil, pois a mulher começou a ganhar voz para reclamar e exigir seus direitos. Denunciando cada agressão causada por seus parceiros ou colegas. A criação dessa lei é apenas um passo de uma caminhada longa nesse processo de aceitação da mulher na sociedade, com segurança e igualdade.

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  14. JHEYZE TAUANE NUNES DE AQUINO- 4 IALM-V

    Mulheres e homens ao longo de boa parte da história da humanidade desempenhavam papéis sociais (funções e atividades) muito diferentes e disso todos nós sabemos, mas deve ser observada a mudança que ocorreu, por exemplo, recentemente, uma propaganda de televisão de uma grande marca mundial de carros tentava vender seu produto ilustrando a mudança do papel social da mulher da seguinte forma, uma jovem com trajes de executiva chegava em casa depois de um dia de trabalho e cumprimentava seu marido, o qual estava ocupado preparando a refeição da família. Para surpresa desse homem, que “comandava” a cozinha e cuidava de suas filhas, sua esposa o presentearia com um carro novo.
    A partir dessa cena, a gente pode fazer a seguinte pergunta: esse comercial faria sentido décadas atrás? Claro que não. E Hoje? Alguns podem até dizer que sim, que faz sentido, visto que hoje no Brasil as mulheres se destacam e ocupam cargos que antigamente eram restritos aos homens. Mas existe sim ainda preconceito, humilhação, machismos, no nosso dia a dia, do nosso lado, mulheres são espancadas, desvalorizadas, são tidas como objeto de desejo e assediadas.
    E um grande exemplo disso, infelizmente é a questão da violência contra a mulher que ainda é um dos problemas a serem superados, embora a “Lei Maria da Penha” signifique um avanço na luta pela defesa da integridade da mulher brasileira como foi dito no texto acima.
    Mas o que deve ser exaltado no momento é a grande conquista da mulher, hoje as mulheres não ficam apenas restritas ao lar (como donas de casa), mas comandam escolas, universidades, empresas, cidades e, até mesmo, países. E recordando que ontem (8 de março) foi dia da mulher, parabéns para todas as mulheres, e aqueles que também fazem parte dessa luta, que mostraram que são capazes, não se deixaram abater pela discriminação e conquistaram seu lugar de destaque nessa sociedade machista(que ainda existe) e estão mostrando que não vão parar por ai e que várias conquistas ainda virão.

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  15. Crystianne Santana Franca 4°IALM-V


    Desde a Antiguidade até o final do século XVII, a mulher era considerada imperfeita por natureza. O "modelo do sexo único", descrito minuciosamente por Thomas Laqueur e dominante até a Revolução Francesa, situava a mulher num degrau abaixo do homem na hierarquia social. Mulheres ou "homens invertidos", ontologicamente inexistentes, impotentes como as crianças ou escravos, iniciaram sua luta por reconhecimento paralelamente aos esforços dos conservadores para justificar sua exclusão dos primórdios da cidadania moderna ocidental, porque era politicamente necessário legitimar como natural o domínio do homem sobre a mulher. A construção do indivíduo racional pela teoria liberal pretendeu excluir a mulher da sociedade civil em formação, enfatizando a dicotomia entre os sexos e a separação entre as esferas pública e privada. Em contrapartida, deu início ao discurso feminista da diferença, inaugurando uma história de resistências repleta de questões, ambivalências, tensões e desdobramentos. O mundo não dá às mulheres as mesmas cortesias que dá aos homens, os homens não são bons nem ruins, mas são privilegiados, e é esse privilégio que cega as pessoas, quando as mesmas dizem que vulnerabilidade é coisa " feminina", quando na verdade é da natureza humana. Numa época de "culpar os pais", para que haja igualdade entre os gêneros, dividam a culpa igualmente! Contratem mais mulheres onde tiverem poucas, mas lembre-se de que elas não precisam ser excepcionalmente boas, como os homens que são contratados não são excepcionalmente bons, bastam apenas serem bons o suficiente!

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  16. Lucas Freitas - 4º IALM-V

    De que culpar, se não há culpa? Esse sentimento de atribuir culpa à algo ou alguém já é um ato muito antigo de nós seres humanos, mas seria mesmo uma culpa ou inveja? Seria egoísmo de minha parte abordar apenas as mulheres brasileiras, convenhamos que grande maioria de nossas mulheres sofreram ou sofrem algum tipo de opressão, porém seja no Brasil ou em qualquer parte do mundo o sexo frágil, como é cultuado por pessoas ou puramente machistas, são menosprezadas simplesmente por serem mulheres.

    Mesmo quem defende o direito dos mais fracos, por exemplo, a igreja fere até hoje mulheres pois perpetuaram em palavras e atos banais através de gerações na dita “palavra de Deus (Bíblia)” de que: “Quando um homem tomar mulher e, depois de coabitar com ela, a desprezar, E lhe imputar coisas escandalosas, e contra ela divulgar má fama, dizendo: Tomei esta mulher, e me cheguei a ela, porém não a achei virgem; Então o pai da moça e sua mãe tomarão os sinais da virgindade da moça, e levá-los-ão aos anciãos da cidade, à porta; Porém se isto for verdadeiro, isto é, que a virgindade não se achou na moça, Então levarão a moça à porta da casa de seu pai, e os homens da sua cidade a apedrejarão, até que morra; pois fez loucura em Israel, prostituindo-se na casa de seu pai; assim tirarás o mal do meio de ti”. Será mesmo que Deus, esse poço de sabedoria e verdade, iria ferir um dos seus filhos mais importantes com o dom de semear uma nova vida ou seriam gotas de um machismo que até hoje são vistos em nossa sociedade? Por que para igreja as bruxas só eram mulheres, não poderiam ser homens? O mais engraçado é que a maioria dos fiéis são mulheres e convenhamos é muito desagradável saber que um texto histórico como a Bíblia foi escrito com base em uma sociedade intolerante, sociedade essa que desde o surgimento do planeta terra se acometem ao mesmo erro. É como diz um ditado: Persistir no erro é burrice. E persistir no erro durante toda uma existência seria o que?

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  17. Lucas Santana Silva 4°IALM-V


    Desde a bíblia até os dias atuais a sociedade coloca as mulheres como submissas dos homens ou portadoras dos piores pecados. A bíblia nos diz que "O homem não foi criado para a mulher, mas a mulher para o homem."
    "Coríntios 14, 34-35: Que as mulheres fiquem caladas nas assembléias, como se faz em todas as igrejas dos cristãos, pois não lhes é permitido tomar a palavra. Devem ficar submissas, como diz também a lei. Se desejam instruir-se sobre algum ponto, perguntem aos maridos em casa" De interpretações como essas a sociedade não valoriza o papel fundamental da mulher na sociedade, nos dias de hoje elas vem tomando conta de tudo, com sua rotina de trabalho e ainda na obrigação de "cuidar da casa".
    Nas empresas as mulheres estão começando a ocupar grandes cargos pois tem um jeito de lidar com os problemas diferente dos homens, e em muitos casos sabe lhe-dar com outras pessoas favorecendo a harmonia. Eu sinceramente não entendo o motivo das mulheres receberem menos. Seria medo de nós homens nos tornar submissos a elas? Seria questão de ego? Ou estamos acostumados em termos as mulheres a nosso serviço 24 horas por dia como um delivery?
    Uma coisa é certo, aos poucos as mulheres vão dominar o mundo e eu espero que elas não fação aquilo que fizemos com ela.

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  18. Geosiana Silva de Paula- 4oIALM-V

    No Brasil, as mulheres passaram a ter direito ao voto nas eleições nacionais a partir de 24 de fevereiro de 1932 (durante a Era Vargas). Contudo, desde o século XIX, movimentos a favor da ampliação do direito de voto a camadas sociais excluídas já ocorriam. Nessa perspectiva, percebemos o quão tardio a mulher conquistou o direito de voto; esse é apenas mais um de vários.
    Embora muitas conquistas tenham sido alcançadas, hoje as mulheres ainda buscam avanços no que diz respeito aos direitos reprodutivos e proteção da mulher, uma briga já ganha em alguns países, mas que enfrenta rejeição de alas conservadoras em outros, como no Brasil, e em sociedades com tradições patriarcais, como Índia, Afeganistão, Paquistão, entre outros, onde são cada vez mais comuns os casos de estupro, violência contra mulher e desigualdade no que diz respeito a educação e trabalho, comparado com os homens. Com isso, é interessante ressaltar a concepção de Platão que as mulheres era tão capacitadas quanto os homens para governar. Isto porque os governantes deveriam dirigir a cidade-Estado com a razão. Platão acreditava que as mulheres tinham a mesma razão que os homens, bastando para isto que recebessem a mesma formação que os homens e fossem liberadas do serviço de casa e guarda das crianças. Não obstante, infelizmente essa visão não perdurou naquele período, e a sociedade enxergava a mulher como ser inferior ao homem, principalmente na Idade Média.
    Atualmente, esse conceito ainda subsiste e violência ainda é marcante mesmo com a Lei Maria da Penha sancionada em 2006, no Brasil. A falsa sensação de superioridade dos homens contribue para agressão física e psicológica e baixos salários no mercado de trabalho. Com isso, é imprescindível a abordagem da filosofia no que diz respeito ao entendimento histórico e suas consequências na construção da sociedade atual na estrutura burocrática que conglomera a mulher, visto que é necessário entender como ocorreram essas modificações ao longo do tempo salientando a magnitude do pensamento para assim preservar os direitos de igualdade desta em todos os aspectos.



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  19. Não é de hoje que continuamente mascaramos os desprazeres e injúrias sociais, que nos cercam nesse labirinto populacional recheado de opiniões mescladas à ideais. Vivemos num mundo repleto de costumes advindos de inúmeras culturas, bons costumes e costumes que nem observamos o momento no qual caiu na monotonia, já nascemos complexados à essa vergonha. O que diz respeito ao cenário feminino multinacional é constantemente flagelado e demasiado cômodo, é importante salientar o caráter da mulher por todo esse tempo, que foi temperado em nossas mentes com ingredientes errôneos e desordeiros mas que aprendemos a comer- los diariamente. Entre linhas a situação que vem se desenvolvendo na nação brasileira, vigora, outrora quando tínhamos as mulheres fora das escolas e das escolhas. É triste falar de algo que não deveria ter tomado tais proporções devido a história e suas anomalias socioculturais que tomamos por costume. Mistificar a mulher em geral é um ato covarde e imoral, precisamos superar as mazelas do dia a dia, dando e passando exemplos de respeito e consideração em nosso meio, e para com os nossos amigos. Homens e mulheres juntos pela luta da igualdade humanitária, desmascarando os costumes e as tidas moralidades, porque, de fato tudo isso aconteceu? Fragmentos da religião ou herança patriarcal?
    JOSÉ BONFIM BATISTA 4° ano IAL M-V

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  21. Maiara Oliveira - 4º IALM-V

    Desde a antiguidade, as mulheres são vistas como o sexo frágil, como uma pessoa sem opinião própria, presa em uma realidade cruel e desigual, sem direito de opinar, sem direito de trabalhar, sem direito de viver, voltada apenas para satisfazer os desejos do marido sem poder recusar, vítimas de opressão pela vida inteira, sem ter direito até para votar. E hoje? Será que a realidade é diferente da de antigamente?

    Hoje em dia as mulheres conquistaram um lugar na sociedade, mas para isso acontecer milhares de mulheres precisaram ser mortas, humilhadas e desrespeitadas. Mesmo obtendo direito de votar, trabalhar e se sustentar, a mulher ainda é vítima da desigualdade social, vítima de um passado terrível que acompanha a evolução da humanidade. Hoje elas ocupam cargos importantes, mas continuam sendo agredidas simplesmente por serem mulheres.

    Nosso país é habitado por milhares de brasileiros e a maioria é do sexo feminino, então por que tanto preconceito? Por que tanto machismo? Acham que são donos de nós, mas não são. Mulher não nasceu para sofrer, não nasceu para ser humilhada, nem vítima de pessoas sem bom senso ou sem coração. A mulher pode aparentar fraqueza pelo que a sociedade nos impõe, mas algumas são mais fortes que muitos homens por aí. Precisamos acordar, a desigualdade precisa acabar, até porque para o homem nascer ele precisa sair de dentro de uma MULHER.

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  22. Rosangela Silva Santos 4IALM-V

    As mulheres parecem estar encontrando sua voz. Elas começaram a se perguntar pelo que são culpadas, por que são subjugadas e suas vozes agora ecoam muito mais forte. Os movimentos feministas ilustram muito bem essa luta. Embora exista extremistas, a grande maioria luta por igualdade de direitos, como os salários, pois uma mulher que fez tanto ou até mais esforço que um homem para estar naquela posição, merece ser remunerada de maneira justa.
    Hoje em dia é comum ver os rostos femininos em sala de aula, muitas vezes até em maioria como o citado, mas elas ainda têm muito a conquistar, ainda há a pressão para que se tenha uma família, a maternidade é exigida como um dever e não como escolha individual, tal exploração sentimental obriga o universo feminino a acumular papéis que ainda não estão em divisão harmoniosa com o sexo oposto, pois é necessário ser mãe, ser esposa, ser zelosa, fazer as compras de supermercado, cuidar de toda a família e ser uma boa profissional. A mulher moderna é cobrada se não aceitar o pacote completo, não pode optar por um caminho apenas, senão é julgada ferozmente até pelos familiares.
    Somado à isso ainda há a violência que está longe de ser sanada, a lei do feminicídio reforça isso, as agressões verbais escancaram o problema. A brasileira ainda é tratada como um pedaço de carne em muitas ruas, ainda ouve comentários desagradáveis que ferem, mas agora elas não abrirão mão de si mesmas, elas irão à luta e conquistarão seu lugar.

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  23. Anajara Morais Lima Araujo- 4ºIAL

    Desde o início da civilização a mulher tem seus desejos e vontades podados pela própria sociedade que impôs que a mulher deve ter dedicação exclusiva para os afazeres do lar, para seu esposo e seus filhos.
    É notável que a filosofia esteve em falta nesse aspecto da sociedade, quando a mesma tem como objetivo o estímulo ao pensar e ao senso crítico e não deu forças a essa classe que a tanto tempo foi dominada e privada de dar opiniões e ter a própria vontade anulada pelos que se diziam superiores e terem sempre a razão.
    Atualmente vivemos em uma sociedade em que apesar de precisar muitos consertos em reparos em suas ações e julgamentos, a mulher vem conquistando seu espaço e força, trabalho árduo que vem acontecendo com o passar dos anos. Ela tem conseguido mostrar sua capacidade de se dividir em várias, em ser mãe, esposa e trabalhar fora de casa exercendo cargos de alto nível, tendo um senso crítico que surpreende e tendo sucesso em todas essas funções. Apesar das mulheres estarem conseguindo se mostrar presentes e incrivelmente habilidosas, ainda há muito para se reparar na sociedade que ainda tem seus aspectos machistas e opressores.

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  24. Raphaely Mengel 4° ialm-v
    A vivencia da mulher na sociedade brasileira vem sendo dificultada em várias questões com o passar dos anos, conquista de leis e direitos a favor das mulheres somente vieram acontecer após anos de luta pelo poder de exercer a cidadania , leis como a Maria da Penha são extremamente recentes e por isso n possuem preparo para seu devido funcionamento deixando que falhas graves ocorram, assim como as leis de proteção a mulher temos os direitos básicos que embora sejam previstos na constituição n apresentam a mesma realidade com que é dito no papel, a situação sociocultural do Brasil faz com que a mulher seja tratada como simbolo de fragilidade, sendo considerada por este fato uma minoria teórica pois na prática estão em maior número e deveriam representar, desta maneira suas próprias causas, muitas mulheres habituaram-se "ao ser inferior" e criaram esta imagem como parâmetro para suas vidas.
    É possivel afirmar que a situação da mulher neste país encontra-se inferior ao que de fato seria um modelo de civilização com igualdade de direitos e deveres sim distinção de sexo, porém invés disso temos altos números de acontecimentos de violência contra a mulher na maioria das vezes causada por seus companheiros que deveriam ser os responsáveis por sua proteção e acalanto, as mortes de mulheres aumentam seus índices a cada dia, no Brasil atualmente a cada dois minutos uma mulher é agredida fisicamente, estes fatos só indicam a fragilidade do sistema com relação as mulheres.
    Esta relação expressa ideia de ideologia plantada desde o início dos tempos, o conceito de fragilidade da mulher vem de épocas ja não existentes, essa ideologia pessimista de que o sexo feminino esta relacionado com a fraqueza vem de questões históricas de cultura e sociedade e cabe a filosofia quebrar este conceito, se a filosofia é o exercício do pensar e questionar o óbvio cabe a sociedade brasieira seja de sexo masculino ou feminino filosofar. A filosofia é a chave para a quebra de ideologias e tabus levando em consideração que desde a Grécia antiga no surgimento dos primeiros filósofos as mulheres eram proibidas de exercerem seu direito de pensar. Por isso hoje é importante que o direito a buscar explicações por uso da filosofia seja permitido principalmente nestes casos que exista, por falta de esclarecimento,um ser desfavorecido e prejuicado.

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  26. Klézia Mendonça 4°IALM


    Desde a Antiguidade até o final do século XVII, a mulher era considerada imperfeita por natureza. O "modelo do sexo único", descrito minuciosamente por Thomas Laqueur e dominante até a Revolução Francesa, situava a mulher num degrau abaixo do homem na hierarquia social.
    Em contrapartida, o dia internacional da mulher teria sido criado no século XX, como protesto de mulheres que, empregadas na indústria têxtil, reivindicaram melhores condições de trabalho e salário. Ou seja, uma luta pela igualdade de direito que fundamenta a idéia de identidade do sujeito feminino.
    O direito de votar foi uma das primeiras reivindicações das feministas denominadas sufragistas que, embora excluídas da esfera pública sob domínio masculino, buscavam participar desta por meio do voto. Entre essas e outras conquistas, são apenas provas que a busca pelo direito, não era em vão. A sociedade precisa é simplesmente entender o próximo e filosofar durante sua passagem pela terra.


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  27. Wendell Araujo Souza 1ºPDES

    A história nos diz que desde os tempos mais remotos que homens e mulheres têm papeis diferentes na sociedade. Até este ponto nada anormal, pois para se viver em comunidade tarefas tem que ser designadas e realizadas por pessoa mais apta. O problema é que este costume acabou sendo incorporado a cultura do ser humano com isto limitando a mulher que é apesar de possuir características físicas diferentes são iguais ao homem em capacidade de aprendizado, de realização, de criatividade e etc.
    Com esta limitação imposta culturalmente também veio à subjugação, - o que para este que vos escreve é ainda pior. E isso se perpetuou por toda historia da humanidade com raríssimas exceções, ainda hoje vivemos num mundo pensado por homens e para homens onde ele é quem manda que da as ordens e que a ultima palavra tem que ser a dele.
    Esse mau hábito acabou também contaminando as mulheres, muitas se sente culpada por ser descriminada ou mesmo vitimas de violência psicológica, física e até mesmo sexual é como uma síndrome de Estocolmo crônica e muita vezes ainda passa esses valores para suas filhas e também aos filhos, criando um ciclo vicioso perverso gerando mais vitimas e agressores.
    Desarraigar este conceito podre e antiquado modelo de sociedade machista, é o maior desafio para que se tenha igualdade de gêneros, mas para este tipo de problema que está na cultura quase que de forma intrínseca, uso uma frase que sempre digo: “Para se exterminar velhos hábitos é necessário educação, conscientização e principalmente tempo”.

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  28. José wilker lira da graça 1°PDES

    Apesar das grandes conquistas obtidas pelas mulheres ainda a um longo caminho a percorrer. Realmente a um machismo histórico em que o homem é o juzis a bate o martelo. A facilidade com que elas são subestimadas é assustadora, mais elas sempre conseguem provar o contrário.
    Grandes conquistas como o voto e até mesmo chegar a presidência de um grande país já é possível onde em outra época não se imaginária. Muitas em uma jornada diária de mãe,trabalho e dona de casa, faz com que mude a velha história de que elas são o sexo frágil.

    "Escavo de si mesmo

    A suposição de que a identidade de uma pessoa transcende, em grandeza e importância, tudo o que ela possa fazer ou produzir é um elemento indispensável da dignidade humana. (...) só os vulgares consentirão em atribuir a sua dignidade ao que fizeram; em virtude dessa condescendência serão 《escravos e prisioneiros》das suas próprias faculdades e descobrirão, caso ainda lhe reste algo mais que mera vaidade estulta, que ser escravo e prisioneiro de si mesmo é tão ou mais amargo e humilhante que ser escravo de outrem."

    Hannah Arendt, in' A Condição Humana'

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  29. Eduardo Goes Botelho Turma N07 Unit
    Pensar em igualdade de gênero, no Estado Democrático de Direito Brasileiro, é algo deveras intrigante. A Constituição Federal de 1988, conhecida como Constituição Cidadã, elege a dignidade humana como valor supremo e funda o Estado Brasileiro em princípios e objetivos voltados à superação de toda forma de desigualdade e discriminação. Embora o legislador constituinte tenha demonstrado claramente o escopo de aproximação das duas formas de manifestação da igualdade, quais sejam: formal e material, ainda há um longo caminho a seguir na concreção desse objetivo. Interessante é, pois, notar como a igualdade de direitos entre homens e mulheres assegurada pelo texto constitucional está longe de propiciar a tão sonhada igualdade material, ou seja, o sonho dourado de libertação das minorias oprimidas, entre elas as mulheres.

    Há quem possa, aliás, questionar-se sobre o porquê de se falar em libertação quando a discussão é sobre igualdade. Igualdade e liberdade são ideais conexos e, por essa razão, devem ser sopesados juntamente. Para que se possa compreender como esses dois princípios estão interligados, é preciso que se entenda a liberdade não só como direito subjetivo público de primeira geração, ou seja, como a prerrogativa de se colocar limites à atuação estatal. Liberdade é também e precipuamente direito fundamental de atuar livre e licitamente perante o Estado exigindo-lhe que promova prestações voltadas à satisfação das necessidades vitais do indivíduo. Liberdade é, nesse sentido, autonomia para buscar dignidade humana e cidadania.

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  30. Rayssa Menezes Nascimento - turma N07(Direito - UNIT)

    Infelizmente, ainda há muito para as mulheres conquistarem. Mesmo com todas as mudanças, existem muitas coisas que continuam iguais como antes, porém maquiadas. Um grande exemplo disso, que também é um problema, é a desigualdade salarial. Mulheres continuam ganhando menos que homens, fazendo o mesmo trabalho, algumas vezes até mais, e quando pedem por igualdade salarial é a maior briga, motivo de risadas. Parece até que, em pleno 2017, homem e mulheres possuírem salários diferentes é coisa de outro mundo. Houve um caso, recente, entre os protagonistas da série House of Cards. Robin Wright desempenha um papel tão importante e fundamental quanto o de Kevin Spacey, todavia, ela ganha menos que ele e está lutando para tentar igualar seus salários. Tem gente que diz que "ah, mas ele tem dois Oscares", e qual o problema nisso? Ambos são excelentes atores e de igual importância para a série, então, por que ela ainda continua ganhando menos e precisando brigar por um direito dela?

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  31. Paulo Felipe Carvalho Rezende - Turma N07 (Direito - Unit)

    De fato, ainda há muito pelo que se lutar na defesa dos direitos das mulheres em nossa sociedade. Mesmo com o advento da Lei Maria da Penha, assim como a criação do dispositivo legal que torna o feminicídio um tipo penal específico, os casos não têm diminuído. É a forma mais clara de comprovar o machismo enraizado na cultura brasileira e o modo como as mulheres estão postas em nossa sociedade. Incontestável é a importância desses passos dados, tanto pelo poder público, quanto outros setores da sociedade. As mulheres, não só no Brasil como em muitos outros países, desenvolvidos, inclusive, a exemplo dos EUA, recebem salários, em média, 30% menores que os homens que exercem os mesmos cargos. Talvez pela atual conjuntura, o movimento feminista tem tido tanta força nos últimos tempos, inclusive com o apoio da mídia. Por ser a Filosofia o estudo das questões, e ter um papel reflexivo acerca do que aflige a sociedade, ela também questiona acerca do papel social da mulher, assim como o cenário de desrespeito que sofre; aliada ao direito, ramo do conhecimento que regula as relações sociais, resultando numa possível mudança desse "paradigma".

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  32. Nilza Machado Motta Almeida - Turma N07 (Direito - UNIT)
    A relação de desigualdade entre homens e mulheres em pleno século XXI nos inquieta e nos faz pensar sobre qual será o motivo que ainda estamos nessa condição, apesar de todo o esforço do governo federal, da mídia, dos programas de conscientização, da luta dos movimentos em prol da participação da mulher em todos os setores da sociedade. Ainda existe em nossa sociedade, na realidade, um machismo velado, quer em razão da nossa colonização latina, quer também pela cultura equivocada da produtividade. No entender de alguns empregadores, a participação feminina no trabalho serve para complementar a renda familiar. Todavia, em algumas profissões liberais as mulheres já são maioria no Brasil. Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o número de advogadas já supera o de homens entre os inscritos na Ordem.

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  33. Mateus Pereira de Moura - Turma N07 (Direito - UNIT)

    Apesar de todo um histórico de subjugação em relação aos comandos de uma figura masculina, a mulher vem, sim, ascendendo à uma posição substancialmente mais relevante em detrimento àquela em que ocupada em apenas três décadas atrás. E isto se deve à sua atuação mais intensificada em busca pela equiparação de direitos e obtenção de maior espaço entre essa nova sociedade que observamos em construção. Essa busca por garantias à igualdade que até pouco tempo não demostravam de nenhuma forma serem factíveis, agora já estão mais do que consolidadas e isso deve-se ao fato de que a fonte de onde transborda toda essa igualdade de direitos entre os gêneros, possui supremacia dentre qualquer outra norma do direito pátrio, e está consubstanciada na Carta Magna promulgada em 1988. Verdade que a praticabilidade desse direito à igualdade entre homens e mulheres ainda necessita de grandes avanços diante de uma sociedade conservadora e machista como às vezes observamos, entretanto, a luta não pode parar, afinal, como dizia o nosso ilustre jurista Rui Barbosa: “Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles”.

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  35. Abraão Vitor Rodrigues Gomes - Turma N07 (Direito - UNIT)

    A conquista de direitos sempre foi marcada pelas lutas sociais, com relação às mulheres não é diferente, gradativamente a sociedade vem desconstruindo a ideia de que o papel da mulher na sociedade se limita a sua atuação em prol do ambiente doméstico familiar, onde o casamento e a prole seriam seus objetivos primordiais, representando o ápice da sua realização pessoal. Consequentemente, a participação da mulher no mercado de trabalho vem crescendo cada vez mais, muitas das vezes em áreas onde havia o predomínio masculino, contudo, a desigualdade de tratamento entre os gêneros, no que diz respeito a remuneração, é um ponto que necessita de constante discussão pois compromete a justiça. Diante da importância do tema, não é irrelevante discutir a participação da mulher no mercado de trabalho, pois ela reflete na organização em sociedade, tendo em vista que o aumento da participação feminina não veio acompanhado por um aumento equivalente da participação dos homens na divisão das responsabilidades domésticas e familiares.

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  36. Rosely Gomes de Sá - Filosofia Jurídica - N07

    As relações de gênero iniciam desde o nascimento e continuam ao longo da vida, intensificando a desigualdade existente entre homens e mulheres. É uma estrutura com raízes culturais que vai se processando no cotidiano de maneira impercebível pela família, igreja, escolas, entre outras, e não há dúvidas que os reflexos surgem posteriormente, como por exemplo, no mercado de trabalho. Essas diferenças por gênero ditadas pelo mercado de trabalho determinando que homens e mulheres ocupem lugares desiguais e hierarquicamente determinados, favorecem a ocorrência de discriminação em relação às mulheres.
    É necessário trabalhar esses preconceitos e mitos construídos de que o homem é superior a mulher, visando uma reconstrução dessa imagem.
    A escola, a igreja e a família tem um papel fundamental na incorporação dessa igualdade de gêneros entre seus filhos, ampliando esse debate e possibilitando uma nova construção de relações.
    Quem sabe, desta forma, possamos diminuir o problema da desigualdade entre os gêneros e, talvez um dia, erradicá-lo, em definitivo, do seio da sociedade.

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  37. Victória de Freitas Oliveira Silva - Turma N07 (Direito - UNIT)
    A cerca dessa temática, pode-se concluir que desde as primeiras e mais antigas civilizações, homens e mulheres desempenham papéis diferentes na sociedade. Por muitas décadas, o papel da mulher sempre esteve voltado para atividades que lhe tolhiam a liberdade, como por exemplo, tomar conta da casa e dos filhos enquanto o marido sai para trabalhar fora. Como a luz chega para todos, aos poucos a mulher tem conquistado sua importância na sociedade atual, principalmente após começar a ocupar cargos nos mais variados segmentos da população.
    A figura da mulher que por muito tempo foi vista como secundária, começou a ganhar maior força nos dias atuais, em que esse papel vem sendo deixado de lado e a mulher ganhando fôlego de protagonista da própria história. É claro que muitas são as heranças históricas de luta feminina que não podem ser deixadas para trás e é inclusive graças a todo esse legado rico em coragem na busca por direitos que as mulheres do século XXI conseguiram garantir seu espaço nas mais variadas estruturas da sociedade.

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  38. YGOR GABRIEL CÁPUA DA SILVA CHARLOT – FILOSOFIA JURÍDICA - N07
    A violência contra a mulher é qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público como no privado. O conceito tem por base a Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Existem diferentes formas de violência contra as mulheres, tais como: a) a violência doméstica ou em qualquer outra relação interpessoal, em que o/a agressor/a conviva ou haja convivido no mesmo domicílio que a mulher, compreendendo, entre outras, as violências física, psicológica, sexual, moral e patrimonial (Lei nº 11.340/2006); b) a violência ocorrida na comunidade e que seja perpetrada: por qualquer pessoa e que compreende, entre outros, violação, abuso sexual, tortura, tráfico de mulheres, prostituição forçada, sequestro e assédio sexual no lugar de trabalho, bem como em instituições educacionais, estabelecimentos de saúde ou qualquer outro lugar; c) a violência perpetrada ou tolerada pelo Estado ou seus agentes, onde quer que ocorra (violência institucional).

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  39. TAINÁ MENDES OLIVEIRA - TURMA N07 UNIT

    Em poucas passagens históricas, a mulher sempre conviveu num mundo machista e preconceituoso com livre-arbítrio limitado e direito extinto. A igualdade dentre os sexos incide em objetivo principal buscado pelo Estado Democrático de Direito Brasileiro, que tende alcançá-la, entre outros mecanismos, mediante disposição constitucional expressa que garante a homens e mulheres igualdade de direitos e deveres.
    A mulher brasileira sempre foi uma lutadora pela conquista da igualdade com o homem, por vezes, no anonimato e outras vezes, participando de passeatas, fundando movimentos. Atualmente, elas estão conquistando cada vez mais seu espaço e deixando de ser visada como um “objeto”. Via de regra, sempre foi tratada como mero objeto e ponderada como propriedade dos homens, aos quais devia absoluta subordinação.
    É bem verdade que, em pleno ano de 2017, ainda nos deparamos com esse sentimento de monopolizar e em nome dele se mata, espanca-se e estupra-se e ignoram-se direitos ainda que escritos. É sabido que o caso de Maria da Penha não é isolado, muitas mulheres sofrem agressão dentro de casa. Com essa Lei, já podemos ver alguns avanços e melhorias. Apesar de tudo o que se tem feito neste âmbito, há ainda muito para fazer, porque levará muito tempo as alterações de mentalidade, que já tem desde quase a vivência do Homem na Terra.

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  41. UNIVERSIDADE TIRADENTES
    Discente: Thayane Tojal Reis
    Disciplina: Filosofia Jurídica Turma: N07

    FILOSOFIA E DIREITO EM PROL DA MULHER BRASILEIRA

    No texto supracitado, só ratifica a realidade que é a exploração da mulher. A mulher sempre viveu num mundo machista e preconceituoso de supremacia masculina, com liberdade restrita e direitos anulados. Dentro do contexto histórico, a cultura druída despertou uma veneração particular pela mulher durante a Idade Média. Naquela época, o culto à mulher foi transportado a uma concepção de natureza superior à criação terrestre e material. O poder gerador de vida, a relação de fertilidade e fecundidade era demonstrada pela associação entre poderosas divindades femininas. Apesar das leis serem voltadas para a proteção dos direitos da mulher, pode-se perceber na prática que, apesar de todo este aparato legal, a mulher ainda não conseguiu ver os seus direitos plenamente respeitados. As barreiras culturais têm-se mostrado mais fortes do que as leis criadas para elevar a mulher a sua real posição de igualdade intelectual, civil, trabalhista e ao pleno exercício da cidadania.

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  42. Ernesto Anízio Passos Melo - UNIT - Turma N07

    Todas as responsabilidades, direitos e oportunidades devem ser igualmente concedidas para todos os gêneros, sem haver qualquer tipo de restrição baseada no fato de determinada pessoa ter nascido com o sexo masculino ou feminino.
    As mulheres no mundo contemporaneo estão ocupando cada vez mais um lugar de relevancia em nossa sociedade, e isto é fruto de muito luta e muita determinação de todas elas. Tivemos a primeira presidenta em nosso país, querendo ou não, esse fato é histórico, pois a política é um dos ramos mais difíceis para a mulher se incorporar, pois a política é composta, em uma visão ampla, por homens arcaicos e que ainda tem uma visão minimalista da mulher.
    Aos poucos as mulheres vão conquistando seu lugar de destaque e vão demonstrando com toda plenitude, que elas devem ser tratadas com respeito e admiração

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  44. JÉSSICA SOUTO DE FIGUEIREDO - TURMA N07

    A história nos diz que uma das classes que mais sofreu preconceito e abusos foi a classe das mulheres. Interessante perceber que na maioria das épocas e civilizações, a mulher foi subestimada e explorada em diversos aspectos, do Oriente ao Ocidente, da Idade Antiga à Idade Contemporânea, com exceção de alguns poucos povos que as ressaltavam. Nos dias atuais, essa mentalidade perdura, mesmo que atenuada. Conquistas foram feitas, mas ainda subsiste falta de equidade salarial para mulheres que desempenham mesma função que homens, o machismo de maneira geral, os abusos sexuais e morais, e a objetificação do corpo da mulher, que tem repercussão muito forte no Brasil. A mulher brasileira foi educada, como o texto diz, a ser agredida, a suportar a opressão e algumas até defendem esse modelo de patriarcado! Essa injustiça calou milhares de mulheres vítimas da violação de seus direitos, de suas dignidades, porém com a lei Maria da Penha houve um avanço muito importante para protegê-las de vários tipos de violência, porém um longo caminho ainda deve ser percorrido para alcançar a verdadeira justiça nesse sentido. Além disso, a Filosofia e o Direito se distanciaram de suas respectivas missões sociais e do ideal de justiça ao se aproximarem do interesse particular de poucos. A partir de uma educação filosófica, como propõe o texto, que fomenta o senso crítico e as reflexões acerca dos parâmetros sociais, juntamente com o Direito como instrumento para efetivar a dignidade humana, a tendência é que essa realidade social da mulher seja contornada.

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  45. UNIVERSIDADE TIRADENTES
    Discente: NATHAN SOUZA MARTINEZ
    Disciplina: Filosofia Jurídica Turma: N07

    Desde a Revolução Industrial observamos a luta da mulher em busca de respeito e equipação do âmbito do trabalho. Essa luta vem ganhando força durante os séculos XX e XXI, com a inserção cada vez maior da mulher em vários setores, inclusive naqueles que são predominantemente masculinos. No entanto, vemos que tal avanço encontra resistência por vários setores da sociedade, setores estes que encontram embasamento ideológico em "ideologias" - se é que podemos chamar assim - machistas, que se arrogam do argumento arcaico de que o lugar da mulher é em casa, cuidado da prole. Se a mulher saiu do lar para desbravar o mercado de trabalho, cabe ao homem, colaborar com os afazeres domésticos, educação dos filhos. Esses homens tem que ter a consciência de que mulheres são iguais a eles, com idêntica capacidade cognitiva, com potencial, etc. e que esta luta ocorre a cada dia, a cada hora, e sabe-se que só medimos o grau de civilização de determinada sociedade a medida que esta trata e respeita suas mulheres.

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  46. UNIVERSIDADE TIRADENTES
    Discente: Rebeca Fernandes Simões de Jesus
    Disciplina: Filosofia Jurídica Turma: N07

    Não é de hoje a discussão sobre o papel da mulher e seus direitos perante a sociedade.Há uma luta sem fim pela igualdade de gênero e visibilidade, uma das lutas mais simbólicas aconteceu nos anos 60 nos estados Unidos onde houve a "queima de sutiã" contra os padrões irreais que eram (e infelizmente ainda são) impostos as mulheres. Depois disso surgiram diversos movimentos em busca dos tão sonhados direitos femininos. Entretanto apesar de se ter passado décadas de luta, esta se encontra longe de acabar, pois estamos em um avanço lento contra uma sociedade (machista) que insiste em pagar salários mais baixos apenas pelo gênero, em julgar uma mulher por suas roupas ou parceiros sexuais, e que acredita que tem mulher que "merece se estuprada". Um problema de cunho ideológico, que apenas o tempo e a reeducação conseguirão sanar.

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  47. Beatriz Diniz Santos (Turma N07, unit terça tarde)
    Concordo com o texto.Mesmo com o surgimento da Lei Maria da Penha, assim como a criação da lei que torna o feminicídio um crime , os casos ainda tem acontecido em grande escala, então ainda temos que combater essa cultura imposta na sociedade machista que é o Brasil e o mundo em si na defesa dos direitos das mulheres.
    A relação de desigualdade é notável em diversas áreas não so em relação ao trabalho, o posicionamento da mulher é de inferioridade e submissão; do mesmo modo que existem leis para proteger as mulheres, tem as que oprimem também,bem como o caso do aborto,lei esta criada para submeter as mulheres a não terem o poder sobre o seu próprio corpo e nada se fala do aborto feito pelos homens que ja se inicia na concepção renegando o nascituro e até mesmo os seus direitos.
    Sendo assim,é possivel perceber a importância que se tem em debater esse assunto,que para muitos apresenta de forma resolvida mas a sociedade em si por estar em constantes mudanças ainda precisa amadurecer a ideia de igualdade entre os sexos em todos os sentidos.

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  48. Keicyane Andrade dos Santos - N07 - UNIT

    Desde o princípio, ser mulher é ser privada direitos, ser privada de situações, ouso até afirmar, que ser mulher é ser privada de sentimentos. A mulher sempre foi vista como um ser naturalmente doméstico, que deveria viver para procriar, amamentar os filhos, educá-los e em tudo satisfazer o marido, sempre limitando-se em face a família e a sociedade. É na infância que educam as meninas a ser agradável aos homens, ser-lhes útil, fazer-se amada e honrada por eles. Aprendem-se a educá-los quando jovens, cuidá-los quando adultos, aconselhá-los, consolá-los, tornar-lhes a vida agradável e jamais reclamar da sua posição na família. Entretanto, com o passar dos séculos, a mulher vem ganhando sua imagem perante a família e a sociedade, conquistando direitos, e fazendo ouvir a sua voz clamando por justiça (como no caso da Maria da Penha), mas, ainda há muito o que evoluir. Com essas sofridas conquistas de direitos vieram obrigações duplas. Além de termos que nos esforçar muito mais que os homens no mercado de trabalho, temos que ser boas mães e cuidar do nosso lar. Existe então, nos dias atuais, uma jornada dupla para as mulheres. Como sociedade, ainda temos muito que crescer e evoluir em direitos iguais para todos. Nesse imenso Brasil, ainda temos que dá voz e ouvir muitas outras “Marias da Penha” que são caladas todos os dias.

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  50. RAFAEL RODRIGUES DOS SANTOS - TURMA N07 - UNIT

    A bem da verdade, o que pretendem fazer com a Lei Maria da Penha, é simplesmente compensar o prejuízo acumulado pelas mulheres.
    As mulheres têm mais dificuldade de entrar e de chegar a cargos de chefia, e ganham menos que homens cumprindo a mesma função. O machismo faz com que mulheres sejam discriminadas no acesso aos melhores cargos. Elas têm mais dificuldade de ingressar no mercado. Milhares de brasileiras estão ocupadas ou procurando emprego, enquanto a taxa de participação dos nos empregos homens é muito maior. É uma distância muito grande. Não combina com o século 21, não parece ser do nosso tempo essa informação. E tem mais, as que conseguem entrar, têm empregos mais precário. Os cursos em que as mulheres são mais de 90% dos alunos, como pedagogia, se traduzem em salários mais baixos no mercado. E os cursos em que eles são a maioria, como as engenharias e ciências exatas, têm os salários mais altos. Há uma divisão sexual do conhecimento.

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  51. Sammy Costa Vasconcelos de Oliveira ( UNIT-TURMA N07)

    Os valores morais impostos às mulheres durante muito tempo dificultaram a luta pelo direito de igualdade. Ao longo da história, elas foram subjugadas às vontades dos homens e aos diversos modos de discriminação, mas se uniram para buscar seus direitos ao seu trabalho e à sua vida.
    O espaço feminino na sociedade tem sido demonstrado pela participação da mulher em todos os setores sociais. A independência foi conquistada, mas a mulher moderna pode se sentir sobrecarregada por não ser a super mulher e ter de conquistar excelência como profissional, mãe e esposa, além de manter-se bonita, atraente e bem humorada.
    Uma das grandes conquistas feitas pelas mulheres foi a Lei Maria da Penha, que entrou em vigor desde 22 de setembro de 2006, garantindo punições àqueles que praticarem violência doméstica contra mulheres e crianças.

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  52. Italo de Andrade Bezerra - N07(UNIT)

    Sem dúvidas ao longo dos últimos anos, sobretudo através das lutas sociais encabeçadas pelo movimento feminista, o protagonismo das mulheres aumentou de forma bastante significativa, alçando as mulheres a setores tidos outrora como ambientes exclusivamente masculinos. Contudo, ainda é evidente a necessidade de avanços nas conquistas alcançadas até agora, pois ainda há de se convir que há um enorme abismo nas relações homens versus mulheres em nossa sociedade.
    Obviamente que esta mudança de paradigma passa por uma intensa mudança cultural da sociedade, devendo esta inciar-se nos lares, escolas, nas religiões, etc. O Direito também não pode se excusar da participação nessas mudanças, utlizando-se de instrumentos de coerção quando necessário, para que efetivamente aconteça a mudança nesse panorama que afeta a todos.

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  53. Gabriela Mesquita Costa Vasconcelos - turma N07(Direito - UNIT)

    Como o próprio texto subscrito relata, tanto a sociedade como o direito possui uma grande dívida com as mulheres. Na sociedade, infelizmente, até os dias de hoje a mulher sofre inúmeros tipos de preconceito em seus diversos âmbitos, tanto em suas próprias residências como no meio de trabalho. A mulher desde criança é ensinada a cuidar da família e protegê-la a qualquer custo. Este ensinamento repercute intensamente nas posições das mulheres frente a problemas familiares, em que muitas vezes ela aguenta ser agredida e humilhada durante anos para preservar sua família ou pelo motivo de não poder trabalhar e depender unicamente da renda do seu esposo. Desta feita, a sociedade em pleno século XXI possui um papel essencial na libertação das mulheres desses pensamentos retrógrados e inaceitáveis.
    Referente ao direito, como ele deve acompanhar a sociedade suas leis deveriam ser voltadas para a realidade social daquele determinado momento. Contudo, a sociedade encontra-se em constante e rápida mudança, assim ficando o direito bastante desatualizado. No tocante ao assunto mulher, principalmente antes da lei Maria da Penha a mulher estava totalmente esquecidas pelo direito. Inúmeras injustiças eram cometidas contra as mulheres pela própria legislação arcaica que prevalecia. Hoje, mesmo após o advento da lei Maria de penha entre outras atualizações de algumas leis, nós precisamos de efetividade, pois, possuímos uma lei que na teoria protege e ampara, mas na prática está muito distante do que realmente é preciso para combater esse mal que persegue as mulheres durante anos.

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  54. Tarciely de Araujo Alves (Turma N07-UNIT)
    O texto pretendido,também nos leva a pensar no atual e tão requisitado tema: "Empoderamento Feminino". Pra início de conversa, o empoderamento feminino nada mais é, do que o ato de conceder o poder de participação social às mulheres, garantindo que possam estar cientes sobre a luta pelos seus direitos, como a total igualdade entre os gêneros, por exemplo. Esta ação consiste na conscientização do quão forte é o poder feminino quando resolve inserir-se na sociedade como um ser, uma pessoa, e não um símbolo sexual. Grandes nomes femininos já fizeram seu papel na história de uma forma que mudou muitas vidas, não só da mulher em si, mas de famílias num todo (Por exemplo Maria da Penha). Hodiernamente, a mulher reconhece seu próprio valor e a cada dia ganha outro espaço na sociedade.Até no meio artístico por exemplo, a mulher vem ganhando espaço e demonstrando através da música, por exemplo, seus sentimentos, coisa que antes tinham receio de externar, por se sentirem mais fortes e mais amparadas pela sociedade antes mais machista e agora um pouco mais justa.

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  55. SHIRLEYNE FERREIRA DOS SANTOS UNIT-N07

    A sociedade patriarcal oprime e diferencia a mulher desde a infância.São imputados padrões de comportamento restritos apenas ao seco feminino. Desde a infância nota-se que veladamente a mulher são atribuídas apenas a função de cuidadora do lar, enquanto os meninos ganham como presente heróis, carros luxuosos etc. as meninas são presenteadas com bonecas, para desde logo aprenderem a cuidar de uma criança,vassoura,ferro, fogão repleto de panelinhas etc.desde cedo é perceptível que há uma separação sexista. Historicamente falando a luta da mulher para conquistar seu espaço de forma igualitária é grande e revela o quanto seus movimentos são deturpados. Hoje o movimento feminista é taxado por muitos como um conjunto de "mulheres mal amadas",atribuem a figura da mulher feminista até opção sexualidade, como se isto fosse regra, usam da misoginia de forma reversa para atribuir as feministas misandria, tudo no intuito de boicotar o movimento e calar sua voz .Verdade que avançamos muito com o passar dos anos, mas ainda estamos anos luz de conquistar o espaço de maneira igualitária.Enquanto houver discursos como:que roupa ela usava quando foi estuprada? precisaremos de luta, pois este " discurso inocente " revela o quanto ainda tentam nos oprimir, e mesmo sendo vítimas somos culpadas,revela também não temos poder sobre nossos corpos, revela ainda que a sociedade ainda continua machista, revela por fim que não podemos baixar a guarda, muito menos calar nossa voz.

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  56. Caio Sobral Azevedo UNIT-N07

    O texto traz a grande importância da filosofia e do direito para toda sociedade feminina, tal sociedade que historicamente ja sofreu bastante em um mundo machista, onde só os homens tinham direitos e com isso comandavam a sociedade em geral, impedindo inclusive que as mulheres estudassem, trabalhassem e etc, tratando as mulheres como objeto e obrigando as mesmas à servirem apenas dentro de casa, cuidando dos filhos e dos afazeres domésticos, assim deixando-as sem perspectiva de vida alguma, porém nos dias de hoje, apesar de vivermos em um mundo maxista, as mulheres estão adquirindo muitos direitos através de aspectos e princípios filosóficos e impondo estes no direito, "caminhando" assim, as duas matérias juntas na conquista de direitos em prol das mulheres.

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  57. Ewerton Teles UNIT N07

    A mulher brasileira tem lutado ao longo de toda nossa história, para conseguir seu espaço, mesmo vivendo numa sociedade paternalista, preconceituosa e discriminatória.
    No período colonial, a mulher era tida como uma propriedade (assim como os escravos). Primeiro propriedade do pai, que arranjava o casamento da filha, como se fosse uma transação comercial; e depois do marido, que esperava que a esposa fosse uma boa dona-de-casa, boa parideira e mãe, sendo-lhe dispensável conhecimento e cultura, para que a mesma não contestasse a condição de submissão exigida por ele.
    Apesar de todos esses problemas enfrentados pelas mulheres, hoje passamos por uma revolução silenciosa, que pode ser vista nas faculdades. Em todos os cursos de graduação, especialização, doutorado e pós-doutorado, têm uma predominância do sexo feminino. As mulheres além de ser maioria, são também as mais assíduas, pontuais e muito mais disciplinadas para estudar. Se as coisas continuarem assim, certamente teremos um futuro de muitas conquistas e vitórias para ambos os sexos.
     

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  58. Renata Dantas Souza
    Turma N07 - Direito UNIT

    Desde a nossa antiguidade somos obrigados a ver mulheres sendo tratadas de maneira inferior,tendo suas vidas controladas por uma sociedade de atitudes e pensamentos machistas, privando-as de seus direitos básicos. Nesses tempos antigos as mulheres eram vistas de maneiras a servirem seus maridos, cuidar da casa(lavar,passar, cozinhar),cuidar dos seus filhos.
    Entretanto, atualmente percebemos a evolução que passamos desde os nossos tempos antigos, podendo citar dessa forma as principais mudanças adquiridas por nós mulheres, entre elas temos, o direito ao voto,o ingresso em uma carreira de trabalho, a liberdade em sua vida de ir e vir, e destacando como uma das mais importantes em território brasileiro, podemos falar da Lei Maria da Penha que marca o avanço da mulher brasileira em exigir seus direitos, em se sentir segura contra agressões causadas por seus maridos ou seus próximos os quais possuam uma relação. Daí concluímos que o que os avanços são notórios, dando cada vez mais oportunidade as mulheres de mostrar suas conquistas e vitórias.

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  59. Ana Luiza Garcez Vieira Santos
    TURMA N07

    A mulher no início do século XX obteve a oportunidade de trabalhar, assim como o homem e houve um reviravolta nas famílias, pois a Boa mulher, excelente mãe e dona de casa passou a possuir a própria independência.
    Mesmo que trabalhem em mesmas funções, ainda não houve 100% de equiparação salarial, conforme ditam as regras trabalhistas da CLT.
    Atualmente também percebemos que algumas mulheres estão deixando as atividades laborativas para tomar conta dos filhos. Seria um retrocesso? Penso que não, ja que a mãe é quem sabe melhor das necessidades de seu filho. Também falamos em avanços quando o país , através de seus legisladores, ceifou grande parte da violência contra a mulher com o advento da Lei Maria da Penha. Um avanço significativo para que nosso Brasil quebre as barreiras de segregação entre homens e mulheres, oportunizando a igualdade.

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  60. Completados 10 anos da Lei Maria da Penha, podem ser observados grandes avanços no campo da prevenção e repressão à violência contra a mulher. Entretanto, apesar das conquistas citadas, demandas ainda se encontram pendentes, sobretudo quando realizada uma comparação entre a realidade posta e o dever ser, estabelecidos nos diversos compromissos firmados pelo país, tanto em âmbito nacional, quanto em âmbito internacional. A despeito de contar com uma legislação específica para tratar da temática da violência contra a mulher, a saber, a Lei Maria da Penha, o país ainda apresenta um dos maiores índices de homicídios de mulheres no mundo. Possui a taxa de 4,6 assassinatos para cada 100 mil mulheres, de acordo com dados do Atlas da Violência 206 (IPEA, 2016).
    Posto isso, podemos confirmar o que foi dito no texto: "muito foi feito e muito resta a fazer". O direito e a filosofia precisam caminhar juntos para buscar a efetividade das normas que já existem. Mas precisa ir além, problematizar as situações que as mulheres são obrigadas a enfrentar por conta do machismo ainda existente, e muitas vezes escondido dentro de suas casas, para que possamos chegar à polis que desejamos.

    Letícia Dantas Sobral
    Turma N07

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  61. Pedro Orestes de Oliveira Machado UNIT-N07

    Desde a antiguidade a mulher foi vista como inferior, incapaz de possuir direitos e deveres plenos, mesmo nos dias atuais a mulher não possui total liberdade para atuar livremente com seus direitos, liberdade restringida pela própria sociedade, de caráter patriarcal e machista, que coloca o homem como superior, e a mulher como um ser naturalmente doméstica, o que já foi provado como algo absurdo já que diversas mulheres alcançaram diversos pontos de extrema importância para os avanços da humanidade, sejam eles intelectuais, sociais, etc. Porém, mesmo as ferramentas que servem como reflexão e proteção dos direitos humanos, a Filosofia e o Direito, possuem um caráter de culpa nessa injusta interiorização da mulher, já que mesmo os pensadores antigos alimentavam esse pensamento errôneo, Aristóteles por exemplo, considerava a mulher como um homem incompleto, pensamento que alimentou o preconceito na idade média.

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  63. Cláudia Santana Santos - UNIT Turma N07
    Até pouco tempo atrás, a mulher era educada apenas para ser uma boa dona de casa, esposa e mãe. A mulher deveria se esmerar nestes papéis e ser submissa ao seu marido, o chefe da casa, aquele quem decide tudo só porque é a pessoa que paga as contas. Mas devido a problemas econômicos ou mesmo por causa do desejo de se sentir independente financeiramente e produtiva, muitas mulheres saíram à luta para obterem uma formação profissional e um emprego. A transformação do papel feminino na sociedade talvez seja o principal fator desencadeador das transformações afetivas na contemporaneidade. Pode-se dizer que a mulher mudou, ocupou novos cenários, mas o homem está tendo dificuldade em lidar com essa nova figura feminina, visto que, culturalmente, esse continua carregando valores próprios de uma sociedade machista.

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  64. UNIVERSIDADE TIRADENTES
    Discente: Wézya Mylena dos Santos Ferreira
    Disciplina: Filosofia Jurídica Turma: N07


    É perceptível no que tange ao quesito de Direitos para as mulheres que no Brasil, houve um avanço considerável. Vários são os esforços de movimentos, feministas ou outros, que buscam uma discussão com resultados legítimos e eficazes. No entanto, vale trazer à baila, que, ao tratar deste gênero, bem como observar suas demandas, é necessário que seja também enxergado as diversidades entre as mulheres que constituem o nosso país. Isto é, entender que o discurso utilizado como forma de empoderamento das mulheres, deve ser recortado em classe e raça. Sendo assim, é de extrema relevância proporcionar discussões sobre gênero e conquistas feministas na academia. No entanto, é preciso também que façamos um reconhecimento de nossos privilégios diariamente e também no meio acadêmico, para que este discurso não se torne unificado, invisibilizando assim várias mulheres, sejam elas trans, negras, lésbicas, bissexuais, periféricas, dentre outras, e suas demandas e opressões. Desta forma, é possível criar um espaço de real democracia e integração, com pilares da própria Filosofia.

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  65. Ricardo Faustino Rocha Silva - UNIT-N07

    Na maioria das vezes, falta uma referência acerca do conhecimento da vida e obras de pensadoras. Neste sentido, podemos constatar uma reduzida valorização das mulheres na vida acadêmica e sua participação na história da construção do conhecimento.
    Aproveitando-nos de uma passagem de Pitágoras, o mesmo afirma que “existe um princípio bom que gerou a ordem, a luz e o homem; há um princípio mau que gerou o caos, as trevas e a mulher”
    Platão achava que as mulheres era tão capacitadas quanto os homens para governar. Isto porque os governantes deveriam dirigir a cidade-Estado com a razão. Platão acreditava que as mulheres tinham a mesma razão que os homens, bastando para isto que recebessem a mesma formação que os homens e fossem liberadas do serviço de casa e guarda das crianças.
    O fato de os homens externarem enfaticamente seus julgamentos grosseiros sobre a inferioridade da mulher incentivou ainda mais o movimento das mulheres.
    Os homens propuseram uma tese. O motivo para eles considerarem isto absolutamente necessário foi o fato de as mulheres já terem começado a se articular em sua defesa. Afinal, não é necessário ter uma opinião tão decidida sobre algo em torno do qual todos estão de acordo.

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  66. João Luciano Marques dos Santos Mota/ Turma: N07/ terça-vespertino

    É fazendo por se observar o fio da história que percebemos em quais moldes fora talhada à sociedade na qual estamos inseridos. Diante da forte influência patriarcal, por muito esteve à mulher condicionada a uma porção de regras e costumes, sem que lhe fosse possível qualquer oposição. A mulher ideal deveria ser doce, submissa, com dotes para a cozinha e lar de modo geral, estaria para a procriação e nunca a disposição da vida pública. Trazendo a análise para o âmbito daquela que praticou algum tipo de delito, seu sofrimento surge como duplo, isto posto pela imposição do poder sancionatório estatal, de outro lado por ingressar num espaço dito masculino. Por muito também esteve a mulher como incapaz e a mercê do que pretendia o seu marido para seu futuro, felizmente não mais a prosperar. Em síntese, a luta é histórica e vai além do direito propriamente dito, está em cada ente da polis. Muito conseguimos avançar e o estudo, crítica do que está posto, nos levará muito além, nos trará um mundo se não igual, reduzido da perversidade e com maior isonomia.

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  68. Desde os primórdios a mulher vem sendo tratada como sendo inferior ao homem, no entanto, nas últimas décadas isso tem sido mudado fazendo com que mulheres e homens não andem um acima do outro e sim lado a lado. A nossa sociedade está pautada em um pensamento machista onde homens e mulheres recebem diferentes tratamentos pelas mesmas ações, a mulher que tem vários namorados é mal vista e o homem é tratado como o maioral, todos somos livres e iguais perante a lei, esse tipo de tratamento não é aceitável e é um mal que a nossa sociedade precisa corrigir. Felizmente, as mulheres estão cada vez mais adquirindo seu lugar de direito na sociedade, movimentos como o feminista tem conseguido mais e mais vitórias a favor da igualdade e da isonomia para que todos sejam iguais não somente perante a lei, mas na sociedade.

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  69. Gilmara Mendes de Cabral - UNIT-N07

    Pensar em igualdade de gênero, no Estado Democrático de Direito Brasileiro, é algo deveras intrigante. A Constituição Federal de 1988, conhecida como Constituição Cidadã, elege a dignidade humana como valor supremo e funda o Estado Brasileiro em princípios e objetivos voltados à superação de toda forma de desigualdade e discriminação. Embora o legislador constituinte tenha demonstrado claramente o escopo de aproximação das duas formas de manifestação da igualdade, quais sejam: formal e material, ainda há um longo caminho a seguir na concreção desse objetivo. Interessante é, pois, notar como a igualdade de direitos entre homens e mulheres assegurada pelo texto constitucional está longe de propiciar a tão sonhada igualdade material, ou seja, o sonho dourado de libertação das minorias oprimidas, entre elas as mulheres.
    A igualdade material entre os sexos consiste em objetivo fundamental buscado pelo Estado Democrático de Direito Brasileiro, que visa alcançá-la, entre outros mecanismos, mediante disposição constitucional expressa que assegura a homens e mulheres igualdade de direitos e deveres.
    Diferenças fisiológicas entre os sexos não constituem razões aptas para ensejar tratamento discriminatório em prejuízo da mulher, na medida em que este representaria violação à isonomia. Diferenças fisiológicas são causas que ensejam, a rigor, tratamento legal diferenciado, por meio de discriminações positivas ou ações afirmativas, amparadas em critérios objetivos, razoáveis e proporcionais. Assim, há discriminação quando a sociedade atribui essencialmente à mulher a responsabilidade pelos cuidados inerentes à família. A sobrecarga de trabalho caracterizada pelos dois turnos (trabalho profissional e trabalho no lar) consiste em forma de discriminação. Por oportuno, reportamo-nos ao que falamos anteriormente acerca da insuficiência do Direito, caracterizada pela dificuldade de se estabelecer norma legal que a divisão das tarefas domésticas entre homens e mulheres.

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